Buscar
  • Ana Ayroza

Cinderela de um príncipe doente...

Bom dia, tudo bem? Espero que você esteja em um dia bom. Um estava pensando e pensando, e resolvi contar algumas histórias que vi de perto, ou ouvi de amigos sinceros, e ao longo dos próximos posts você vai conhecer a dor de pessoas que viram pessoas que elas amavam sumirem... Vou mudar os nomes, claro.

A primeira é a história de uma moça, Leila, que saiu do Brasil para aprender, evoluir, e foi fazer um estágio nos Estados Unidos. Ela estudava em uma faculdade federal no Brasil, e precisaria voltar para terminar a faculdade. Depois de 3 meses por lá resolveu ficar mais tempo,então veio pra casa, pegou um visto novo, e se mandou de volta para o paraíso (ou assim ela achava).

Por lá ela encontrou um moço, se apaixonou, e ignorando todos os alarmes que apareceram seguiu seu coração. Se envolveu com um rapaz que era dependente químico, alcoolista, e moravam em um lugar com alto consumo de substâncias.

Leila fez um pacto com Pedro, ela o ajudaria a ficar limpo, e eles levariam o relacionamento a sério. Tudo foi bem por muito tempo. Apaixonados intensamente, tudo era lindo, mágico, novo e encantador. Ela não acreditava estar vivendo um amor tão maravilhoso. Ele se manteve limpo, eles viviam em um lugar maravilhoso, tinham bons empregos, e quando foi hora dela voltar para casa ele veio junto. Casaram, viveram no Brasil por quase dois anos, e depois de uma temporada aqui voltaram para os Estados Unidos. Agora mais unidos e fortes do que nunca.

Meses se passaram, os empregos evoluíram, a vida juntos começou a pedir um preço, e Pedro voltou a beber. No começo era por causa das festas e da vida que tinham, dizia ele, depois era porque teve um dia difícil.

A coisa evoluiu a tal ponto, que aquela Leila que os amigos conheciam sumiu também, não porque ela usava junto, mas porque ela se fechou, se isolou em um mundo para se proteger do que ela não entendia e não sabia como lidar. Aquele era o seu marido, quem ela amava e queria passar sua vida com ele.

Um dia ela chegou em casa do trabalho e Pedro estava jogado no chão do quarto, cercado de latas de cerveja vazias, tinha urinado nele mesmo, e só acordou no dia seguinte. Essa cena se repetiu uma, duas, tantas vezes que Leila parou de contar. Ela procurou o AA, procurou o NA, procurou a igreja que frequentava, mas quem precisava querer mudar era ele.

Depois de 5 anos de casamento Leila arrumou suas coisas e foi embora. Não queria mais para ela mesma lidar com a doença do marido, que não aceitava ajuda, que não aceitava sequer ouvir que ele precisava de ajuda. Não foi fácil, na verdade foi extremamente doloroso e difícil. Ela estava sozinha, em um país que não era o dela, tendo que ser mais forte do que nunca.

Hoje ela tem 35 anos, está casada com um novo amor, criando uma nova vida. Mas para ela chegar ao hoje, ela sofreu muito com o casamento, o fim do casamento, a descoberta de quem ela era sozinha em um país estrangeiro, passou por dificuldades financeiras e emocionais para se refazer.

Ele? Mudou de área completamente, largou o emprego que adorava e se tornou contador. Giro de 180 graus. Mas mora em uma das cidades mais libertinosas do país, Las Vegas.

Essa história é real, de amigos meus, e ela me ensina que todo processo tem dor e cura, mas que é absurdamente difícil conviver com o adicto, e mais ainda, deixá-lo quando os amamos. Ela me ensina como uma escolha afetou anos e anos a vida de uma pessoa que não tinha envolvimento algum com drogas ou com álcool, que era super alto astral, e depois de tudo mudou.

Me ensina também que precisamos ser muito fortes, para dizer não, para procurar ajuda, para aceitarmos ajuda, e para seguirmos em frente quando a hora chega.

Se você tem uma história parecida... conta pra mim....




0 visualização

Fale conosco      (11) 97261 - 3183

                            (19) 99668 - 0249

                                                

  • Facebook Social Icon